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Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018


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Como se produz um OGM?

As plantas, os animais e os microrganismos são constituídos por células, compostas por diferentes tipos de moléculas entre os quais se incluem as proteínas e os ácidos nucleicos. O DNA é um ácido nucleico formado por longas cadeias, em que quatro unidades básicas (A, T, G e C) se sucedem.

Um gene é um segmento de DNA que funciona como um “texto” que contém as “instruções” para a síntese de uma dos muitos milhares de proteínas (cadeias de aminoácidos) que dominam a estrutura e o funcionamento celulares determinando, em última análise, as características dos próprios animais (por exº a cor dos olhos), plantas (por exº o seu porte) ou microrganismos (por exº a morfologia das colónias).

Diferentes sequências das unidades básicas que o formam (“textos”) correspondem a diferentes genes que se traduzem em diferentes proteínas. Ao conjunto de todo o material genético chama-se genoma.

A Biotecnologia consiste num conjunto de aplicações tecnológicas que utilizam sistemas biológicos, sejam eles plantas, animais, microrganismos, ou os seus derivados, para fabricar ou modificar produtos para um fim específico. Por vezes, a informação genética dos organismos utilizados é previamente manipulada, recorrendo a um conjunto de técnicas de Engenharia Genética que visam modificar os genes existentes, ou adicionar genes provenientes de um outro organismo.

Estes organismos sujeitos à manipulação genética são designados organismos geneticamente modificados (OGM) e podem eles próprios constituir um alimento, ou ser utilizados para produzir aditivos (por exº vitaminas), ou auxiliares tecnológicos (por exº uma enzima). Os alimentos obtidos por estas vias denominam-se alimentos transgénicos.

As alterações de um gene ou do modo como é regulado podem modificar as características de uma planta ou de um animal e, se herdáveis, da sua descendência. A maior parte da comida que actualmente consumimos foi modificada de algum modo.

Há séculos que os agricultores seleccionam sementes que permitam obter maiores rendimentos e maior resistência às doenças. Muitas das variedades de fruta, vegetais e até animais que hoje se produzem, há cinquenta anos ainda não existiam. É o caso do milho que actualmente se consome em larga escala, que retém muito pouco do seu ancestral mais próximo, uma erva selvagem chamada teosinte que ainda hoje cresce no México, com maçarocas aproximadamente da dimensão dos grãos de milho actuais. Outros exemplos são as uvas sem grainhas, as laranjas sem caroços ou as galinhas de crescimento rápido, que nunca teriam surgido na natureza sem a intervenção humana.

Todas estas intervenções recorrem à chamada Genética Clássica e têm uma boa aceitação por parte do consumidor. A controvérsia surge quando é utilizada a Engenharia Genética com os mesmos fins.

Esta área científica permite identificar os genes individuais responsáveis por determinada característica pretendida, e modificá-los ou transferi-los para outro organismo, seja ele da mesma espécie, ou de outra diferente, quebrando neste caso a barreira das espécies existente nos cruzamentos naturais.

Torna-se, assim, possível em poucos anos produzir uma nova raça, variedade ou estirpe (consoante se trate de animais, plantas ou microrganismos), que pelos métodos tradicionais demoraria décadas, séculos, ou seria mesmo impossível obter.





(*) Fonte: Agência Alimentar

 
   

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